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Expresso | Economia | 20.01.2018 às 12h00

A incubadora da Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC Portugal), coordenada pelo Instituto Pedro Nunes e focada no apoio a startups que aplicam tecnologia espacial em negócios terrestres, acaba de abrir uma nova call (chamada) para empreendedores com projetos na área que procurem apoio para a materialização das suas ideias. As candidaturas decorrem até 9 de março.

Nos últimos três anos de atividade, a ESA BIC Portugal apoiou 16 startups e viabilizou a criação de mais de 60 novos postos de trabalho ligados ao sector aeroespacial em Portugal. “Juntas, estas empresas têm uma capacidade de exportação de 40% e em 2016 faturaram cerca de €1 milhão”, explica Carlos Cerqueira, diretor de Inovação do Instituto Pedro Nunes, que coordena a ESA BIC em território nacional.

Estes números espelham, segundo o diretor, “a maturidade da indústria aeroespacial portuguesa e a capacidade demonstrada pelas startups nacionais para encontrar novas soluções e negócios para o mercado terrestre, sustentadas em tecnologias originalmente pensadas para o Espaço”. E são vários os exemplos de sucesso em território nacional que podem inspirar novos projetos e novos empreendedores.

UM NICHO EM CRESCIMENTO

Active Aerogels, Findster, D-Orbit, Spacelayer Technologies, Airborne Projects and Eye2map são alguns dos projetos incubados na ESA BIC Portugal que atingiram a maturidade e dão hoje cartas em áreas como a indústria, a georreferenciação, segurança, saúde, agricultura ou outras.

Carlos Cerqueira destaca a imensa pujança que a área dos “negócios do Espaço” está a registar em Portugal, confirmando que há cada vez mais projetos, startups e empreendedores a chegar ao mercado, com soluções inovadores e disruptivas, sustentadas em tecnologia espacial, que estão a gerar emprego e a apoiar a imagem de Portugal enquanto cluster do sector aeroespacial.

A intervenção da ESA BIC Portugal junto dos empreendedores não se resume apenas à incubação de projetos, mas também ao apoio dado no desenvolvimento das ideias, na sua sustentabilidade e na abordagem ao mercado. Por se tratar de uma rede que envolve congéneres e parceiros internacionais, a incubadora tem vindo a revelar-se também um importante aliado na abordagem a mercados e clientes internacionais. “A maioria dos projetos que temos neste momento incubados já ultrapassou o grande embate de conquistar os primeiros clientes”, explica.

A incubadora começou a funcionar em Portugal em 2015 e tem um prazo de execução contratualizado com a Agência Espacial Europeia até 2020. A expectativa de Carlos Cerqueira, sustentada pelo facto de Portugal ser um dos membros mais ativos da plataforma, é de que o projeto possa continuar depois disso. “Não só porque o sector está a crescer em Portugal mas porque há projetos de muito valor a crescer a partir daqui”, conclui.

Mais informação: http://expresso.sapo.pt/economia/2018-01-20-Incubadora-da-ESA-abre-novas-vagas-em-Portugal#gs.olUiIpo

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