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A AMI, Assistência Médica Internacional, decidiu criar um fundo de emergência com o objetivo de recuperar a paisagem ardida em Folgosinho, Gouveia, uma das zonas afetadas pelos incêndios que ocorreram em Portugal no Verão de 2017.

A AMI é uma Organização Não Governamental (ONG) portuguesa, sem fins lucrativos fundada a 5 de Dezembro de 1984, pelo médico-cirurgião urologista Fernando Nobre, e assumiu-se como uma organização humanitária inovadora em Portugal. Este projeto com a ajuda das aeronaves não tripuladas representa um excelente exemplo de inovação.

Para levar a cabo esta ação, em primeiro lugar limpar-se-á a área ardida com o objetivo de preparar o solo para receber as plantações, que são maioritariamente constituídos pelo carvalho-negral e o castanheiro. Posteriormente começará a fase da aplicação de bombas de sementes.

Estas bombas de sementes são produzidas em Portugal e serão aplicadas na área intervencionada neste mês de janeiro, com recurso ao uso de drones. Trata-se de uma técnica inédita em Portugal, cujo alcance e precisão são consideravelmente superiores e que permite o controlo de fileiras e o acesso a zonas de relevo acentuado.

No mês de dezembro arrancou o projeto “Semear Portugal por Via Aérea” onde foi utilizado um avião Dromader M-18 com o objetivo de descarregar milhares de sementes de gramíneas e leguminosas numa área de cerca de 50 hectares nos concelhos de Gouveia, Mangualde, Nelas, Oliveira do Hospital, Seia e Tondela.

A iniciativa da AMI permitirá avaliar as capacidades dos drones nos trabalhos de reflorestação que eram realizados com aviões tripulados.

A modo de exemplo apresentamos um vídeo dos trabalhos de reflorestação realizados por uma start-up nos Estados Unidos por forma a sensibilizarmo-nos com o potencial destas aeronaves não tripuladas: