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No dia 5 de abril de 2017 a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA – European Aviation Safety Agency) publicou um boletim de informação de segurança (SIB 2017/04) alertando as companhias aéreas sobre os perigos associados ao transporte de dispositivos eletrónicos portáteis na bagagem de porão e anunciava algumas medidas de mitigação no caso de transporte destes dispositivos na cabine do avião (bagagem de mão). O fundamento deste boletim de segurança prendia-se com a ocorrência de algumas situações anómalas ocorridas com as baterias de alguns dispositivos eletrónicos entretanto já identificados.

Não obstante, em dezembro de 2017 a EASA publicou um novo boletim de informação de segurança (SIB 2017/04R1), recomendando que os dispositivos eletrónicos devem viajar na cabine (ou seja, que sejam transportados como parte da bagagem de mão) com o objetivo de a tripulação de cabine poder reagir rapidamente na eventualidade de ocorrer de qualquer incidente, fundamentalmente um incêndio, com a bateria de um dispositivo eletrónico.

 

No caso de o dispositivo eletrónico ser muito grande e não ser transportável na bagagem de cabine do avião, a EASA recomenda que o dispositivo seja completamente desligado, protegido de qualquer ativação ocasional e que seja acondicionado, bem como a sua bateria, de forma adequada para o seu transporte por via aérea.

Estas recomendações são de grande interesse para quem transporte aeronaves não tripuladas (ANT) por via aérea, uma vez que a maioria das companhias obriga ao transporte dos drones na cabine, permitindo o seu transporte no porão apenas se as baterias forem retiradas da ANT e transportadas junto do passageiro, na bagagem de cabine.

A APANT recomenda a todos os utilizadores de ANT, independentemente da utilização pessoal ou profissional que façam dessas aeronaves, a conhecer e acompanhar as informações e recomendações de segurança disponibilizadas pela EASA, através do site https://www.easa.europa.eu/easa-and-you/passengers/dangerous-goods#lithium-batteries