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Decorre em Colónia, de 9 a 11 de julho, na sede da EASA (Agência Europeia de Segurança da Aviação), um workshop dedicado à introdução do princípio de Standard Scenarios como forma de implementação prática e padronizada da metodologia SORA (Specific Operation Risk Assessment).

Este workshop é uma excelente oportunidade para discutir a metodologia de avaliação de risco, tanto do ponto de vista da segurança operacional (safety) como das áreas da privacidade e da segurança física (security).

Por uma questão prática a EASA dividiu o workshop em duas fases: o primeiro dia é dedicado à discussão da metodologia SORA, o processo para o desenvolvimento dos Standard Scenarios, a formatação dos cenários e a sua priorização; o segundo e terceiro dias serão dedicados à discussão dos atuais cenários, em duas sessões de trabalho. Para este efeito foi decidida a participação de um grupo reduzido de profissionais ao nível europeu, de entre os quais, apenas três associações nacionais de aeronaves náo tripuladas (ANT).

A Associação Portuguesa de Aeronaves Não Tripuladas (APANT) é uma das três associações convidadas para integrar o grupo de estudiosos neste workshop, fazendo-se representar pelo vogal da Direção da APANT, João Gomes Mota. Para além de associado-fundador da APANT, João Gomes-Mota é CEO da empresa Albatroz Engenharia, uma empresa privada que desenvolve soluções nas áreas da robótica, aeronáutica, software, mecânica e electronica, com vasta experiência no âmbito das ANT de asa fixa, rotativa ou dirigíveis.

A metodologia proposta para realizar as análises de risco, SORA, é proposta pelo JARUS (um grupo consultivo que reúne autoridades aeronáuticas e outras organizações relevantes para o desenvolvimento da aviação não tripulada) e concentra-se nas questões de segurança operacional (safety), devendo igualmente ser acauteladas as questões relacionadas com a proteção do meio ambiente, a privacidade e a proteção contra atos de interferência ilícita (security).

Os chamados Standard Scenarios (StS), aplicáveis à categoria Específica, poderão ser de dois tipos: o primeiro StS de tipo A (Authorization), relativamente ao qual a operação fica dependente de aprovação (autorização), com eventuais modificações; o segundo tipo de cenário standardizado é mais prescritivo e inflexível, pelo que este StS tipo D (Declaration) não carece de autorização mas apenas de uma declaração prévia â operação.

Para mais informações relativas às categorias e aos avanços regulamentares em que a APANT vem participando a nível nacional e internacional, a APANT está disponível através do e-mail geral@apant.pt.

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