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APANT é parceira do Portugal Air Summit desde a 1ª edição em 2017 e participou no lançamento da edição de 2020, mantendo uma colaboração de grande importância pois este trata-se do maior evento aeronáutico da Península Ibérica e continua a crescer em pontos de interesse e relevância internacional.

O lançamento da edição de 2020 ocorreu no Pavilhão Ciência Viva em Lisboa contando com a participação dos organizadores e parceiros institucionais. A quarta edição do Portugal Air Summit é singular por causa da CoViD-19 que obrigou a reinventar um evento cuja essência é reunir pessoas e aeronaves em torno de todos os temas que interessam à aeronáutica, aviação, defesa e… doravante, espaço.

A solução encontrada reflecte-seno tema deste ano: “Flying Digital”. Assistindo-se a um processo de digitalização de múltiplos níveis de relações sociais e económicas, o Portugal Air Summit usou as novas formas de reunir pessoas de interesses comuns para preservar a essência do evento mesmo reconhecendo a importância da experiência táctil: ver de perto e tocar nas aeronaves é uma experiência que fica para sempre, como disse Jacob Larsen da Copenhagen Suborbitals que convida os visitantes a tocarem num motor de foguete ainda quente.

O Portugal Air Summit decorre presencialmente no Centro de Artes da cidade de Ponte de Sôr ao mesmo tempo que todos os encontros e eventos são partilhados em plataformas digitais. Prevê-se ainda a transmissão dos conteúdos num canal dedicado nas plataformas MEO.

Vivemos “dias cinzentos”, afirmou Hugo Hilário, presidente da Câmara de Ponte de Sôr que é a base do evento desde o seu início e que veio agradecer a todos os que tornaram possível esta quarta edição, apesar de todos os ventos contrários. Para ele, o Portugal Air Summit tem de ser uma festa e, ao mesmo tempo, ir mais alto para que se torne num marco em Portugal e na Europa em sectores que tanto importam para o salto qualitativo da sociedade e economia portuguesa que todos queremos dar nesta década. As três primeiras edições mostraram uma rede de pessoas, organizações e conhecimentos que se reforça e alarga, primeiro à defesa e agora ao espaço que permitiu reunir organizações e pessoas empenhadas para realizar fisicamente um evento adaptando-o aos condicionamentos decorrentes da protecção da saúde pública. Essa ambição em acção foi destacada pela jornalista Cristina Esteves que conduziu as apresentações, realçando a importância de apontar um rumo para o futuro, para que todos tenhamos razões para confiar que depois da tempestade virá a bonança no emprego, nas empresas e no fruir da vida colectiva.

Nuno Molarinho, responsável da The Race e organizador do evento, explicou em três palavras porque é importante que exista o Portugal Air Summit: interior, vantagem e internacional. É importante realizar-se no interior porque é aí que se encontra a disponibilidade de meios humanos e físicos para criar de novo algo tão ambicioso. O Portugal Air Summit define-se como uma vantagem competitiva para o cluster aeronáutico que cresce em Ponte de Sôr bem como para as organizações que nele participam e beneficiam de aprendizagem e networking. Este efeito é reconhecido por uma crescente presença internacional – que o modelo digital pode potenciar – e que levarão a que o Portugal Air Summit seja um pólo do sector aeronáutico a nível europeu.

Além do formato presencial+digital, a grande novidade de 2020 é a realização simultânea do EuRoC – concurso europeu para estudantes de lançamento de foguetes que decorre no âmbito do Portugal Air Summit e que trará a Ponte de Sôr cerca de 120 estudantes. Como recordou Jakob Larsen “são tão apaixonados por ciência e tecnologia que vêm sabendo que não terão férias, nem festas e que muitos deles terão de passar 14 dias fechados em casa no regresso. E ainda assim quiseram vir!” E recordou que os portugueses já foram assim para explorar o mundo.

Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa “Portugal Space” fez um paralelo com o advento do ecossistema dos drones: ao criar uma indústria espacial estamos a assistir com aos mesmos desafios, da regulamentação aos seguros, e estamos a resolvê-los da mesma maneira e com a mesma forma: procurando investir nas várias etapas da cadeia de valor sempre integrados na política europeia.

Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, encerrou a sessão explicando a orientação política portuguesa para uma década, porque os investimentos de meios e de mentes neste sector exigem pensar em décadas: estamos no início de uma viagem, demos os primeiros pequenos passos a que se seguem outros pequenos passos para alcançar a capacidade de realizar sensores, satélites, um pequeno porto espacial e todas as ferramentas e competências que nos permitam participar na estratégia europeia de sustentabilidade, digitalização e crescimento do emprego qualificado.

Saímos da apresentação com curiosidade para saber mais do programa em todos os sectores, começando pelas aeronaves não tripuladas, cientes que, mesmo de maneira diferente, estaremos em Ponte de Sôr entre 21 a 23 de Outubro, ficando até 25 a olhar para o céu procurando os foguetes que exploram os céus mais azuis do futuro.

https://www.youtube.com/watch?v=PP_2BEhZ5Gc

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