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A Liga para a Proteção da Natureza (LPN) pretende utilizar drones para monitorizar espécies e avaliar ecossistemas, permitindo chegar a áreas remotas, uma das grandes vantagens destas aeronaves.

Os drones vão ser operados pela GNR, e por forma a não perturbarem o ecossistema terão umas especificidades que permitam reduzir o seu ruido e para voarem acima das aves.

Os ambientalistas pretendem também testar outras vantagens deste método, como a contagem das espécies, ou os censos das populações ameaçadas, como é o caso do Lince Ibérico.

Esta proposta da LPN é inovadora uma vez que este equipamento ainda não é utilizado em Portugal nesse campo. Não obstante, está tecnologia já é usada pela Rede WWF há 10 anos na África e na Ásia para fiscalização e monitoramento de espécies ameaçadas.

O projeto para a utilização dos drones envolve cerca de um milhão de euros e foi aprovado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).

Este projecto é mais uma demonstração que as aeronaves não tripuladas têm um grande potencial para ações de proteção do meio ambiente como, por exemplo, no mapeamento de áreas protegidas, monitorização da biodiversidade, e no combate a incêndios florestais, à caça e à exploração dos recursos naturais. Os drones podem ser adaptados a diferentes tipos de condições e paisagens, tudo feito de forma mais rápida, mais barata e mais refinada que o método tradicionalmente utilizado, de enviar um grupo de pesquisadores a bordo de um avião.

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