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Após a noticiada quase colisão entre um Boeing 737-800 e um drone no Porto, ontem um voo TAP proveniente de Milão cruzou-se com um drone a 700 metros de altitude sobre a zona de Alcântara, pouco antes da aterragem no Aeroporto Humberto Delgado.

Este é o segundo incidente do género em duas semanas, em Portugal, e tem sido alvo de uma enorme divulgação informativa através de muitos meios de comunicação social.

A Associação Portuguesa de Aeronaves Não Tripuladas (APANT) tem vindo a ser consultada por estes meios para perceber este novo incidente e compreender as medidas que podem ser adotadas para resolver este tipo de situações.

Como no caso do incidente do Porto, e como em qualquer incidente em aviação, a APANT considera ser necessária uma análise com prudência para entender os contornos do incidente, por forma a evitar um clima de alarmismo e especulação que possa levar às Autoridades competentes à adopção de uma postura radical e restritiva face à utilização de aeronaves não tripuladas.

A APANT, ainda sem conhecer os resultados desta análise, manifesta a sua preocupação em relação a estes incidentes e manifesta o seu total apoio para investigar, junto das Autoridades competentes, as medidas mais adequadas e proporcionais que evitem a ocorrência de novos episódios, nomeadamente na criação de um grupo de trabalho capaz de investigar, analisar e propor medidas concretas e adequadas para a segurança do sistema de aviação civil.

Por forma a promover este tipo de medidas, que terão um impacto muito positivo na minimização destes incidentes, a APANT está a desenvolver um workshop de sensibilização aeronáutica e regulamentar que terá lugar durante o mês de Julho, a fim de esclarecer os utilizadores de drones quanto à regulamentação aplicável desenvolvida pelas Autoridades e a apresentação de tópicos de interesse geral neste setor das aeronaves não tripuladas.