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Realizou-se nos dias 21 e 22 de novembro na cidade finlandesa da Helsínquia a terceira conferência de alto nível sobre o desenvolvimento do setor das aeronaves não tripuladas. A conferência contou com a participação de mais de 400 representantes de 38 países, entre eles Portugal, incluindo altos representantes da Comissão Europeia, da EASA, da EUROCONTROL e da parceria público-privada SESAR.

Foi assinada entre os representantes políticos e os representantes da indústria a Declaração de Helsínquia, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de operações com drones na Europa de forma sustentável e segura aproveitando o crescimento exponencial deste novo setor da aeronáutica que já atingiu algum grau de maturidade em algumas áreas.

O interesse deste setor é inquestionável e passamos dos 120 participantes em 2015 na conferência de Riga para os mais de 400 na edição deste ano, com especial destaque para a participação da industria a convite da Comissão Europeia numa clara mensagem do interesse da Comissão na aceleração da implementação do conceito “U-Space” no espaço aéreo europeu.

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Conforme já acontece com a aviação tripulada, foi solicitado um reforço para o financiamento de projectos com aplicações de aeronaves não tripuladas, assim como uma maior colaboração entre Estados membros para o desenvolvimento dos sistemas UTM (Unmanned Traffic Management). Este financiamento é fundamental para prosseguir com os investimentos em testes com estas aeronaves não tripuladas e em projectos de investigação e desenvolvimento sobre esta matéria.

A Comissaria dos transportes, Violeta Bulc, comprometeu-se a fazer todo seu possível para que os novos regulamentos não restrinjam o desenvolvimento industrial deste setor e identificou três áreas prioritárias de cooperação sectorial que permitirão que a partir de 2019 se possam realizar operações comerciais com drones:

  • A criação de requisitos legais para realizar operações comerciais com drones, para o uso seguro e efetivo do espaço aéreo por eles e uma avaliação do espaço “U-Space”. O “U-Space” cobre altitudes de até 500 pés de altura, e os fornecedores de drones dentro do “U-Space” serão categorizados como prestadores de serviços de tráfego aéreo, através de um sistema digital automatizado. Tal sistema informará os operadores de UAVs em que locais e como os drones podem voar, além de fornecer registros e identificação de cada um dos veículos aéreos não tripulados;
  • Investimentos adicionais em testes e investigação que devem preparar este novo setor para veículos mais autónomos e com uma maior densidade de tráfego;
  • Um processo eficaz de estandardização, adaptado às novas tecnologias digitais dos mercados das aeronaves não tripuladas e do conceito “U-Space”.

A assinatura da declaração de Helsínquia marcou o fim da conferência.

A APANT acompanha de perto os eventos e conferências internacionais por forma a ser um parceiro ativo, junto das Autoridades e dos principais “players”, na promoção e integração segura deste setor no espaço aéreo português.

Para mais informação: https://www.trafi.fi/en/drones2017/

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