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Promovido pelo Departamento de Formação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Fundão celebrar-se-á no próximo dia 23 de Novembro no Fundão as I Jornadas Técnicas de Operação de Drones em Proteção e Socorro.

As jornadas tem como principal objetivo demonstrar que a utilização de aeronaves não tripuladas nas missões de proteção e socorro, em operações de vigilância da floresta e no aumento da ação preventiva de incêndios tem uma excelente relação custo-eficácia.

Seguindo o exemplo de outros países europeus Portugal começa a dar os primeiros passos nesta matéria, sendo fundamental explorar as potencialidades que esta nova tecnologia oferece e demonstrar as boas práticas existentes para se chegar a patamares internacionais como a utilização de drones na emergência pré-hospitalar.

O programa envolve vários parceiros como a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Universidade da Beira Interior, a Autoridade Marítima Nacional (AMN), o Comando Naval – Marinha, a Proteção Civil e Bombeiros de Portimão e a Força Aérea Portuguesa que vão abordar diferentes temáticas na utilização de drones.

A Associação Portuguesa de Aeronaves Não Tripuladas (APANT) foi convidada para integrar os painéis neste workshop, fazendo-se representar pelo vogal da Direção da APANT, João Gomes Mota. Para além de associado-fundador da APANT, João Gomes-Mota é CEO da empresa Albatroz Engenharia, uma empresa privada que desenvolve soluções nas áreas da robótica, aeronáutica, software, mecânica e eletrónica, com vasta experiência no âmbito das aeronaves não tripuladas de asa fixa, rotativa ou dirigíveis.

A APANT proporcionará a sua visão sobre a importante contribuição das aeronaves não tripuladas em missões de proteção civil. A emergência e proteção civil são exemplos por excelência das vantagens do uso de drones na redução de riscos para as pessoas e aumento das capacidades de recolha de informação.

No âmbito da apresentação da APANT serão naturalmente referidos os incêndios, em todas as suas fases desde a estimação da bio-massa para limpeza de matos e estimação de riscos, até ao rescaldo e inventário de perdas pós-incêndios. Mas há outras missões de grande valor menos conhecidas como a vigilância de arribas e de praias, a procura de ninhos de vespas ou de pessoas desaparecidas. No curto prazo, os drones serão os nossos olhos no céu.

No futuro, quem sabe? Ouvidos, Nariz, Mãos? Tudo o que permita proteger as pessoas, bens e meio ambiente quer as vítimas quer os prestadores de socorro.

No final vai haver uma demonstração de valências que visa demonstrar que com o evoluir dos anos é urgente a criação de alternativas na atuação de medidas em Proteção e Socorro e que os Drones poderão ser facilitadores nas tomadas de decisões.

A APANT celebra esta iniciativa e convidamos aos nossos associados, e ao público geral, a participar neste evento.